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Uma palavra. Apenas uma palavra vindo dela é capaz de me arrasar, me deixar sem rumo, sem reação. Logo nós que não costumamos brigar ou discutir acabamos de ter uma discussão por coisa pouca, bobagem mesmo. Acredito que quando a situação inverte, se a outra pessoa fica na posição onde você costumava estar sempre, as coisas mudam de figura e por mais que você esteja “certa” de alguma maneira, você continuará errada, sempre. Meu problema é a entrega excessiva, quando eu gosto, falo tudo que acontece, tudo mesmo, mas nem sempre há a reciprocidade, mesmo que a outra parte fale que não existe nada nas entrelinhas, você sabe que tem. Eu sempre soube, mesmo sem sair “caçando”, prefiro deixar tudo rolar, acontecer naturalmente. As pessoas esquecem rápido demais do que fizeram em um passado não tão distante assim, naquela época quando você foi questionar porque havia indivíduo X ou Y adicionado nos seus amigos e a mesma pessoa disse que não tinha nada a ver, que você estava dando uma de louca ciumenta sem motivos e as coisas foram se prolongando até chegar numa situação que quase pôs tudo a perder. E agora só porque aconteceu um terço da metade de toda a situação chata, a pessoa vem com todos os argumentos do mundo pra cima de você e você fica sem saber como agir. Foi assim que fiquei mas isso acontece certo? Agora é esperar a poeira baixar e resolver essa situação. Estou chateada, quem não estaria? Não digo que estou certa, muito menos errada, apenas vejo as coisas se repetindo, mas mudando os personagens. Mas enfim, é amor, eu amo, me entrego e sou besta mesmo, até quando achar que devo ser. Se todo o tempo de relacionamento que temos ainda não conseguiu provar que sou toda sua, não sei o que mais fará.

[texto de janeiro/2011]

Não sei o que ando sentindo mas sei que gosto de ficar sozinha para poder refletir calmamente sobre o que anda acontecendo ao meu redor. Pra mim está cada vez mais difícil o convívio em sociedade, uma balada, um barzinho, um show. Simplesmente porque ando com medo de levar um tiro, ser assaltada, ser sequestrada e porque não tenho carro, nem emprego, nem dinheiro pra sair, quem sabe se eu tivesse uma grana sobrando eu não teria ‘coragem’ de sair todo final de semana. Procurar emprego já se tornou uma tarefa árdua e praticamente inalcançável  e pra mim isso é uma bela de uma bosta porque estou precisando de uma grana, de experiência no mercado e todas essas coisas que precisamos colocar no currículo e conhecer pra poder ter a tal da experiência. No meio do ano eu consegui um trampo, o meu chefe disse que era um estágio mas não tinha nada de estágio: eu trabalhava 8 horas por dia e ainda ia aos sábados pra ganhar míseros R$350,00. Fiquei um mês e meio e agradeci a oportunidade que ele me deu mas eu não tava a fim de escravidão, acredito que eu possa conseguir algo melhor. Acabei de arrumar meu quarto porque eu estava meio estressada/magoada com algumas coisas que ouvi da minha mãe e quando estou dessa maneira, preciso fazer alguma coisa pra tentar não chorar ou descontar em pessoas que nada tem a ver com os meus problemas. Já cheguei num ponto da minha vida que é tipo um beco sem saída,  já tentei procurar janelas e portas escondidas e não consigo achá-las… gostaria de coisas diferentes, a chance de poder fazer algo que eu goste e que ninguém vá me julgar por isso. Não me leve a mal se você não entendeu nada desse post mas eu estava precisando desabafar. São apenas frases soltas que fluiram da minha mente e meus dedos digitando.

 

 

 

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