Uma palavra. Apenas uma palavra vindo dela é capaz de me arrasar, me deixar sem rumo, sem reação. Logo nós que não costumamos brigar ou discutir acabamos de ter uma discussão por coisa pouca, bobagem mesmo. Acredito que quando a situação inverte, se a outra pessoa fica na posição onde você costumava estar sempre, as coisas mudam de figura e por mais que você esteja “certa” de alguma maneira, você continuará errada, sempre. Meu problema é a entrega excessiva, quando eu gosto, falo tudo que acontece, tudo mesmo, mas nem sempre há a reciprocidade, mesmo que a outra parte fale que não existe nada nas entrelinhas, você sabe que tem. Eu sempre soube, mesmo sem sair “caçando”, prefiro deixar tudo rolar, acontecer naturalmente. As pessoas esquecem rápido demais do que fizeram em um passado não tão distante assim, naquela época quando você foi questionar porque havia indivíduo X ou Y adicionado nos seus amigos e a mesma pessoa disse que não tinha nada a ver, que você estava dando uma de louca ciumenta sem motivos e as coisas foram se prolongando até chegar numa situação que quase pôs tudo a perder. E agora só porque aconteceu um terço da metade de toda a situação chata, a pessoa vem com todos os argumentos do mundo pra cima de você e você fica sem saber como agir. Foi assim que fiquei mas isso acontece certo? Agora é esperar a poeira baixar e resolver essa situação. Estou chateada, quem não estaria? Não digo que estou certa, muito menos errada, apenas vejo as coisas se repetindo, mas mudando os personagens. Mas enfim, é amor, eu amo, me entrego e sou besta mesmo, até quando achar que devo ser. Se todo o tempo de relacionamento que temos ainda não conseguiu provar que sou toda sua, não sei o que mais fará.
[texto de janeiro/2011]
